A Boa Notícia

Todos os dias somos bombardeados com milhares de notícias. É o avião que caiu, a bomba que explodiu, os torcedores que brigaram fora do estádio, o marido que bateu na esposa, alguém que foi atropelado, motoristas bêbados, tráfica de drogas, injustiças, corrupção…

O mundo parece estar virado de cabeça para baixo, e as boas notícias insistem em não chegar. Mas será que elas não chegaram, ou nós é que não as percebemos?

No início do livro de Marcos, capítulo 1, versículo 1, encontramos os dizeres: “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus”. O que este pequeno versículo, que parece não dizer nada, pode nos trazer de boa notícia? Tudo!

 Não é de hoje que o mundo está assim. Na verdade, desde a queda do homem o mundo convive com más notícias. O texto de Gênesis 6.5 diz que “o Senhor viu que a maldade do homem na terra era grande e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era continuamente má”. Quão triste é olhar para este texto e perceber a maldade do coração humano, e as consequências que esta característica humana traz.

Desta forma, conseguimos entender o motivo de o mundo estar assim. E esta maldade nos lembra da pior notícia de todas, o pecado! O pecado não é apenas uma atitude errada que fazemos, o pecado pode ser caracterizado por uma inclinação constante à desobediência aos preceitos do Criador, um relacionamento completamente errado com Deus, que produzirá atitudes pecaminosas. E a pior parte é que o pecado nos destitui da glória de Deus, nos impossibilita de seguir os seus caminhos, de amá-lo, de servi-lo, e nos traz a condenação eterna. “O salario do pecado é a morte” (Rm 6.23).

E neste contexto surge a palavra Evangelho, que significa “boa notícia”, e tem o tom mais alegre e festivo que uma boa notícia pode ter. Tal palavra era usada em anúncios oficiais quando um exército vencia uma guerra, e os soldados poderiam enfim retornar para suas famílias. O evangelista Marcos anuncia esta notícia, que tem seu princípio com a vinda de Jesus Cristo.

Quem seria capaz de trazer alguma boa notícia a este mundo? Marcos, ao juntar os nomes Jesus e Cristo nos dá a indicação exata. O nome Jesus significa “o Senhor Salva”, e era de certa maneira comum naquela época. Cristo significa “ungido”, e tem sua raiz mais primitiva na palavra “Messias”, que significava “a esperança de Israel”. O evangelista Marcos está querendo dizer que aquele homem da galileia, o qual muitos viram e até caminharam junto, é o responsável por trazer a salvação da parte de Deus. E isto se torna possível, pois ele veio a terra como homem perfeito, assim como era Adão antes da queda, e por ser imaculado, ele pôde tomar sobre si o nosso pecado, e nos justificar através do seu sacrifício.

Mas isto não seria possível se ele fosse apenas homem, e é por este motivo que Marcos nos dá a indicação que ele é o filho de Deus, e o próprio Deus. E, desta forma, ele consegue reconciliar o relacionamento entre a humanidade pecadora e o Deus santo. “A plena divindade de Cristo é a segurança e a fortaleza do cristianismo. Nisso repousa o infinito valor de sua morte vicária na cruz. Nisso fundamenta-se o mérito peculiar de sua morte expiatória em favor dos pecadores” (J.C. Ryle).

A melhor de todas as notícias chegou até nós, através de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Através da sua morte na cruz ele apagou as transgressões de todos que creram em seu nome, redimiu os seus Filhos.

Em meio a tantas notícias terríveis que nos cercam, nós podemos receber a notícia que é SUFICIENTE para nos trazer a alegria, e creia, JESUS CRISTO É SUFICIENTE. Ele não nos promete riquezas materiais e facilidade, mas ele disse: “Neste mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!” (Jo 16.33).

Quando recebemos Cristo como Senhor das nossas vidas, nos arrependemos e cremos nEle, temos a esperança da vida eterna ao seu lado, e de que somos mais do que vencedores, não importam as circunstâncias. Que notícia seria melhor do que esta?

É preciso mais fé para ser calvinista do que arminiano


Ser um calvinista é um ato de fé. Ser arminiano, nem tanto. Pois, vivendo a vida diária, parece muito mais evidente que somos absolutamente livres para fazer o que quisermos. Sinto-me livre para escolher um prato do cardápio no restaurante. Sinto-me livre para escolher a camisa que preciso comprar. Senti-me livre quando escolhi, olhando o mapa, que viria ao Recife pela BR 101 e não pela 116. Quando resolvi que iria aceitar a explicação que meu filho adolescente deu para ter agredido o irmão mais novo, sinto que não havia nada me impedindo de fazê-lo. Se estas escolhas ou outras foram determinadas por Deus antes da fundação do mundo, certamente não pareceu, na hora que as tomei. Não me senti em nada compelido a fazer qualquer uma destas coisas. Aliás, senti que podia ter escolhido exatamente o oposto.

Pensando naquele dia de setembro de 1977 em que decidi orar e buscar a Deus em minha angústia, lembro-me de que o fiz livremente. Foi ali que nasci de novo. Confesso, contudo, que não posso dizer que poderia não ter orado. De qualquer forma, meu ponto neste post é que o arminianismo, que ensina o pleno livre arbítrio do homem e nega os decretos de Deus em nível da predestinação individual, com certeza parece ser muito mais evidente aos nossos olhos. Em meados de 1975, jovem rebelde e desviado da Igreja, fui confrontado por uma mensagem poderosa, que me exigia uma decisão. Lutei por vários minutos. Sai do local da reunião. Tomei a decisão de rejeitar aquele apelo. Senti, de fato, uma compulsão para aceitá-lo, mas tive forças para recusá-lo. Não é de admirar que quando me tornei um cristão verdadeiro em 1977, senti muito naturalmente que o arminianismo era a coisa certa. Durante os primeiros anos da minha vida cristã cheguei a enfrentar calvinistas e desafiá-los. Afinal, era óbvio que o homem era livre.

Hoje, vinte e cinco anos depois, libertado por Charles Haddon Spurgeon dos últimos escrúpulos arminianos, continuo operando diariamente como se fosse absolutamente livre diante de todas as escolhas com que me deparo. O apelo do arminianismo é a prova da experiência diária. Já o calvinismo não tem como provar pragmaticamente que esta ou aquela decisão já havia sido antecipadamente decretada por Deus, e que ao livremente escolhermos nosso caminho, o fizemos em perfeita harmonia com o que Deus havia decretado. O calvinista tem de, realmente, viver pela fé, acreditando no ensino bíblico de uma Providência invisível, imperceptível, silenciosa, inaudível, que guia seus passos. Ele tem de diariamente aprender a ver além daquilo que seus sentidos, emoções e experiência parecem confirmar, que é o pleno livre arbítrio.

Eu já não me preocupo mais com isto. Convivo diariamente com o meu suposto livre arbítrio e a declarada soberania de Deus na minha vida. Não paro para refletir teologicamente diante das decisões. Simplesmente, tomo-as. Reflito, é claro, nos valores e princípios teológicos que controlam as escolhas, para que possa fazer aquelas que sejam acertadas Mas, não mais me pergunto “qual a escolha que Deus já determinou para mim”? Esse tipo de pergunta pode paralisar o calvinista, pois provavelmente ele só terá a resposta se for em frente e escolher. Sei que no final, Deus terá realizado seu plano sábio, justo e bom na minha vida. É nisto que creio.

por Augustus Nicodemus

Alta Tensão – Boas Novas

Este é um dos quadros do Programa Alta Tensão, da Primeira Igreja Batista de Curitiba, o qual eu tenho o privilégio de ajudar.

Esta mensagem mostra o contraste entre as más notícias que recebemos todos os dias e a Boa Notícia do Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Assistam e divulguem…e não deixem de acompanhar o Alta Tensão todas as semanas, no nosso canal do youtube, ou na CWB TV – NET (canal 5) e TVA (72) toda segunda às 23h30, e toda quarta às 17h30. Também temos facebook e twitter.

O Método de Estudo de A.W. Pink

“Nos meus primeiros anos eu assiduamente segui este triplo caminho:

Em primeiro lugar, eu lia toda a Bíblia três vezes por ano (oito capítulos do Antigo Testamento, e dois do Novo Testamento diariamente). Eu constantemente perseverei nisso durante dez anos, a fim de me familiarizar com o conteúdo, que só pode ser alcançado através de consecutivas leituras.

Em segundo lugar, eu estudei uma porção da Bíblia a cada semana, concentrando-me por dez minutos (ou mais) todo dia na mesma passagem, pensando na ordem dela, na ligação entre cada afirmação, buscando uma definição dos termos importantes, olhando todas as referências marginais, procurando seu significado típico.

Terceiro, eu meditei sobre um versículo a cada dia, escrevendo-o sobre um pedaço de papel na parte da manhã, memorizando-o, consultando-o em alguns momentos ao longo do dia; pensando separadamente em cada palavra, pedindo a Deus para revelar para mim o seu significado espiritual e para escrevê-la no meu coração. O versículo era o meu alimento para aquele dia. Meditação é para a leitura como a mastigação é para o comer.

Quanto mais alguém seguir o método acima mais deve ser capaz de dizer:

‘A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.’ [Sl 119: 105] 

Mandato Cultural

Tenho certeza, de que como eu, você já se perguntou o motivo pelo qual o trabalho existe. E, provavelmente, encontrou a resposta de que o homem precisa trabalhar para obter seu sustento. Mas quem instituiu isto? Teria sido a ganância do coração humano? Ou algum líder religioso ou político?

Ao contrário do que é comumente pensado, o trabalho não passou a existir no mundo em decorrência da queda da humanidade em pecado, através de Adão e Eva. A ordem para que o homem trabalhasse veio do próprio Deus, quando estabeleceu um pacto/aliança com sua criatura amada, criada à Sua imagem e semelhança.

Na realidade, podemos encontrar neste Pacto da Criação três mandatos que o Senhor deu ao homem: Espiritual, social e cultural.

O mandato espiritual envolve a expressão em forma de resposta da humanidade ao relacionamento que Deus estabelecera entre si próprio e os portadores da sua imagem. A cada sétimo dia, esta comunhão deveria ser expressa da maneira mais completa e rica possível.

O mandato social pôde ser dado porque Deus criou a humanidade como macho e fêmea. Deus ordenou a união do homem e mulher como uma só carne, a fecundidade, multiplicação e o enchimento da terra.

O mandato cultural envolve a vice-gerência do homem sobre o cosmos. Era para o homem desenvolver e manter tudo aquilo que havia sido criado por Deus. Através deste mandato, Deus colocou a humanidade em um relacionamento singular com a criação, para dominar e sujeitar (Gn 1.28), guardar e cultivar (Gn 2.17).

No decorrer do livro de Gênesis, percebe-se o surgimento e o desenvolvimento de diversas profissões. Abel foi pastor de ovelhas, Caim foi lavrador (Gn 4.2). Jabal foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado (Gn 4.20); Jubal foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta (Gn 4.21); Tubalcaim foi artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro (Gn 4.22).

É justamente a existência de um mandato cultural no pacto da criação que justifica o trabalho e o envolvimento do cristão em áreas como: política, educação, artes, lazer, tecnologia, indústria, e quaisquer outras áreas. No entanto, devemos entender que onde quer que os vice-gerentes agem, devem agir em nome do Criador, revestidos de sua autoridade, fazendo a sua vontade.

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” (Cl 3. 23,24).

Dizer o que você crê é mais claro que dizer “Calvinista”

Somos cristãos. Radicais, de sangue puro, impregnados de Bíblia, que promovem missões, ganham almas, amam a igreja, buscam a santidade, saboreiam a soberania, cheios da graça, de coração quebrantado, felizes seguidores do onipotente Cristo crucificado. Ao menos esse é o nosso compromisso imperfeito.

Em outras palavras, somos calvinistas. Mas esse rótulo não chega nem perto da utilidade de dizer às pessoas no que você de fato acredita! Então esqueça o rótulo, se isso ajudar, e diga a elas claramente, sem evasão ou ambiguidade, no que você acredita a respeito da salvação.
Se elas perguntarem: “Você é um calvinista?”, diga: “Você decide. Aqui está o que eu creio…”

Eu creio que sou tão espiritualmente corrupto, orgulhoso e rebelde que eu nunca conseguiria chegar à fé em Jesus sem a vitória misericordiosa de Deus sobre os últimos vestígios de minha rebelião. (1 Coríntios 2:14; Efésios 3:1-4; Romanos 8:7).

Eu creio que Deus me escolheu para ser seu filho antes da fundação do mundo com base em nada do que há em mim, sendo pela presciência ou outra coisa. (Efésios 1:4-6; Atos 13:48; Romanos 8:29-30; 11:5-7).

Eu creio que Cristo morreu como um substituto dos pecadores para prover uma genuína oferta de salvação para todos os povos, e que ele tinha um invencível desígnio em sua morte para obter sua noiva escolhida, a saber, a assembleia de todos os que creem, cujos nomes foram eternamente escritos no livro do Cordeiro que foi imolado. (João 3:16; João 10:15; Efésios 5:25; Apocalipse 13:8).

Quando eu estava morto em meus delitos e cego para a beleza de Cristo, Deus me trouxe à vida, abriu os olhos do meu coração, me concedeu o dom de crer e me uniu a Jesus, com todos os benefícios do perdão, da justificação e da vida eterna. (Efésios 2:4-5; 2 Coríntios 4:6; Filipenses 2:29; Efésios 2:8-9; Atos 16:14; Efésios 1:7; Filipenses 3:9).

Estou eternamente seguro não principalmente por causa de qualquer coisa que eu tenha feito no passado, mas decisivamente porque Deus é fiel para completar a obra que ele começou — sustentar minha fé, me livrar da apostasia e me afastar do pecado que leva à morte. (1 Coríntios 1:8-9; 1Tessalonicenses 5:23-24; Filipenses 1:6; 1Pedro 1:5; Judas 25; João 10:28-29; 1João 5:16).

Chame do que quiser, esta é minha vida. Eu creio nisso porque eu vejo isso na Bíblia. E porque eu experimentei isso. Eterno louvor à grandeza da glória e da graça de Deus!

Por John Piper

Alerta Contra Erros

Por que muitos evangélicos agem como se os falsos mestres na igreja nunca pudessem ser um problema sério nesta geração? Muitos parecem estar convencidos de que “rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3.17).

Na verdade, a igreja hoje é possivelmente mais suscetível aos falsos mestres, aos sabotadores doutrinários, e ao terrorismo espiritual que qualquer outra geração na história da igreja. A ignorância bíblica dentro da igreja parece ser mais profunda e mais espalhada que em qualquer outra época desde a Reforma Protestante. Se você duvida, compare o sermão típico de hoje com um sermão aleatoriamente escolhido de qualquer grande pregador evangélico anterior a 1850. Também compare a literatura cristã de hoje com quase tudo publicado por editoras evangélicas há cem anos ou mais.

O ensino bíblico, mesmo nos melhores lugares hoje, tem sido deliberadamente facilitado, feito tão vago e raso quanto for possível, supersimplificado, adaptado ao mínimo denominador comum – e então formatado para criar apelo em pessoas com déficit de atenção.

Os sermões são quase sempre breves, simplistas, cobertos de referências à cultura pop o quanto for possível, saturados com anedotas e ilustrações. (Piadas e histórias engraçadas retiradas de experiência pessoal têm vantagem em relação a referências e analogias retiradas da própria Escritura). Os tópicos típicos de sermão são grandemente ajustados para favorecer questões antropocêntricas (como relações pessoais, vida de sucesso, autoestima, listas de como fazer, e por aí vai) – até a exclusão de muitos dos temas doutrinários da Escritura que exaltam a Cristo. Em outras palavras, o que muitos pregadores contemporâneos fazem é virtualmente o oposto do que Paulo descreveu quando disse que nunca deixou de “anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20.27).

Não apenas isso, mas aqui está como Paulo explicou sua abordagem  como ministro do Evangelho, mesmo entre os pagãos incrédulos da mais libertina cultura romana:

E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. (1 Coríntios 2.1-5)

Note que Paulo deliberadamente se recusou a adaptar sua mensagem ou ajustar seu anúncio para se encaixar no padrão filosófico ou gostos culturais dos coríntios. Quando ele diz mais tarde na epístola, “e fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus… Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei … Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9.20-22), ele estava descrevendo como se fez um servo de todos (v.19) e um companheiro daqueles a quem tentava alcançar. Em outras palavras, ele evitou se fazer uma pedra de tropeço. Ele não estava dizendo que adaptou a mensagem do Evangelho (que ele claramente disse que é uma pedra de tropeço – 1.23). Ele não adaptou os métodos para ser agradável aos gostos de uma cultura mundana.

Paulo não pensava em satisfazer as preferências de uma geração em particular, ele não usou qualquer artifício para ganhar atenção. Qualquer que seja o antônimo que você possa pensar para a palavra showman, esse provavelmente seria uma bela descrição do estilo do ministério público de Paulo. Ele queria deixar claro a todos (incluindo aos próprios convertidos de Corinto) que vidas e corações são renovados por meio da Palavra de Deus, e nada mais. Desta forma, eles começariam a entender e apreciar o poder da mensagem do Evangelho.

Extraído do blog iPródigo.

Por John MacArthur

A Capacidade Humana de Escolher a Deus

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É irônico que no mesmo capítulo, na verdade no mesmo contexto, em que nosso Senhor ensina a absoluta necessidade da regeneração para ver o reino, quanto mais escolhê-lo, visões não-reformadas encontram um dos seus principais textos-prova para argumentar que homens decaídos possuem uma pequena ilha de habilidade para escolher Cristo. É João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

O que esse famoso versículo ensina sobre a capacidade do homem decaído de escolher Cristo? A resposta é: simplesmente nada. O argumento usado pelos não-reformados é que o texto ensina que todas as pessoas do mundo têm em si o poder para aceitar ou rejeitar a Cristo. Um olhar cuidadoso no texto revela, no entanto, que ele nada ensina sobre isso. O que ensina é que todos os que creem em Cristo serão salvos. Quem faz  A (crê) receberá B (vida eterna). O texto não diz nada, absolutamente nada, sobre quem vai crer. Ele não diz nada sobre a capacidade (moral) natural do homem decaído. Reformados e não-reformados, ambos, concordam plenamente que todos que creem serão salvos. Eles discordam plenamente sobre quem tem a capacidade de crer.

Alguns provavelmente responderão: “Tudo bem. O texto não ensina explicitamente que homens decaídos têm a capacidade de escolher Cristo sem antes nascerem de novo, mas ele certamente implica isso”. Não estou disposto a concordar que o texto implique uma coisa dessas. No entanto, mesmo se fizesse não faria diferença no debate. Por que não? Nossa regra de interpretação das Escrituras é que implicações extraídas das Escrituras devem sempre ser subordinadas ao ensino explícito das Escrituras. Nunca, nunca, nunca devemos reverter isso para subordinar o ensino explícito das Escrituras para possíveis implicações retiradas das Escrituras. Esta regra é compartilhada por pensadores reformados e não-reformados.

Se João 3.16 implicasse uma capacidade humana, natural e universal dos homens decaídos de escolher Cristo, então essa implicação seria apagada pelo ensino explícito contrário de Jesus. Acabamos de ver que Jesus ensinou explícita e inequivocamente que nenhum homem tem a capacidade de chegar a ele sem que Deus realize alguma coisa para lhe dar essa capacidade, isto é, atraí-lo.

O homem decaído está na carne. Na carne, ele não pode fazer nada para agradar a Deus. Paulo declara, “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.7,8).

Perguntamos, então, “Quem são aqueles que estão ‘na carne?”. Paulo continua: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9). A palavra crucial aqui é “se”. O que distingue aqueles que estão na carne daqueles que não estão é a habitação do Espírito Santo. Ninguém que não é regenerado é habitado por Deus Espírito Santo. Pessoas que estão na carne não foram regeneradas. A menos que sejam primeiro regenerados, nascidos do Espírito Santo, eles não podem estar sujeitos à lei de Deus. Eles não conseguem agradar a Deus.

Deus nos ordena a crer em Cristo. Ele se agrada com aqueles que escolhem Cristo. Se as pessoas não regeneradas pudessem escolher Cristo, então poderiam se submeter a pelo menos um dos mandamentos de Deus, e poderiam pelo menos fazer algo que é agradável a Deus. Se é assim, então o apóstolo errou aqui em insistir que aqueles que estão na carne não podem estar sujeitos a Deus, nem agradá-lo.

Concluímos que o homem decaído continua livre para escolher o que deseja. Porém, porque os seus desejos são somente maus, ele não tem capacidade moral de chegar a Cristo. Enquanto ele permanece na carne, não regenerado, nunca chegará a Cristo. Ele não pode escolher Cristo precisamente porque não pode agir contra a sua própria vontade. Ele não tem desejo por Cristo. Ele não pode escolher o que não deseja. A sua queda é grande. É tão grande que somente a graça eficaz de Deus trabalhando em seu coração pode lhe trazer fé.

Texto extraído do blog iPródigo.

Por R.C. Sproul

Qual tema você gostaria de saber?

Agradeço muito a todas as pessoas que têm lido as postagens, comentado, compartilhado. Não faria sentido nenhum se não estivesse alcançando as pessoas. Portanto, pensando nestes que têm lido e participado, gostaria de saber quais temas ou assuntos você gostaria que eu escrevesse sobre!

Muita coisa acontece em nosso mundo, e várias são as notícias e dúvidas em diversas categorias. Então, para melhor atender as dúvidas, gostaria que você colocasse como resposta a esta postagem a sua dúvida e questão sobre o que gostaria de ver nas próximas postagens. Se você quiser dar alguma sugestão também, será muito bem vinda!

Que Deus abençoe a todos!

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor;” (Oséias 6.3a).